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Location: Portugal

Sunday, July 30, 2006

Espírito


Nada a fazer amor, eu sou do bando
impermanente das aves friorentas;
e nos galhos dos anos desbotando
já as folhas me ofuscam macilentas;

e vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
rugas me humilham. Não mais em estilo brando
ave estroina serei em mãos sedentas.

pensa-me eterna que o eterno gera
quem na amada o conjura. Além, mais alto,
em ileso beiral, ai espera:

andorinha indemne ao sobressalto
do tempo, núncia de perene primavera.
confia. eu sou romântica. Não falto.

Natália Correia


Recebido, por mail, duma amiga muito especial...

5 Comments:

Blogger Afeiticeira said...

A linda Natália, os seus belos poemas e essa maravilhosa foto...PERFEITO!

4:55 PM  
Blogger Maria said...

Felicito te pela escolha!!
O poema é belíssimo.
Assim é o caminho..
bj

3:11 PM  
Blogger Claudia said...

Porque as andorinhas são um pássaro extraordinário...
Bonitas e fortes como o poema.

Obrigada, sempre, por palavras como estas

Beijo

3:38 PM  
Blogger Kiki Abdul said...

Natália Correia, representante, e reivindicadora, dos direitos da mulher...

“Por vezes fêmea.
Por vezes monja.
Conforme a noite.
Conforme o dia.
Molusco.
Esponja “

6:38 AM  
Blogger Maria e Jorge said...

Lindo!
Beijo

3:47 AM  

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