Espírito

Nada a fazer amor, eu sou do bando
impermanente das aves friorentas;
e nos galhos dos anos desbotando
já as folhas me ofuscam macilentas;
e vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
rugas me humilham. Não mais em estilo brando
ave estroina serei em mãos sedentas.
pensa-me eterna que o eterno gera
quem na amada o conjura. Além, mais alto,
em ileso beiral, ai espera:
andorinha indemne ao sobressalto
do tempo, núncia de perene primavera.
confia. eu sou romântica. Não falto.
Natália Correia
Recebido, por mail, duma amiga muito especial...

5 Comments:
A linda Natália, os seus belos poemas e essa maravilhosa foto...PERFEITO!
Felicito te pela escolha!!
O poema é belíssimo.
Assim é o caminho..
bj
Porque as andorinhas são um pássaro extraordinário...
Bonitas e fortes como o poema.
Obrigada, sempre, por palavras como estas
Beijo
Natália Correia, representante, e reivindicadora, dos direitos da mulher...
“Por vezes fêmea.
Por vezes monja.
Conforme a noite.
Conforme o dia.
Molusco.
Esponja “
Lindo!
Beijo
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